Chefe de facção e família são alvos de operação por tráfico de drogas e divulgação de jogos de azar em MT
05/03/2026
(Foto: Reprodução) Angélica Saraiva de Sá foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelas mortes de quatro trabalhadores em MT
Polícia Civil
A chefe de uma facção criminosa Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, e membros da família dela, foram alvos da Operação Showdown, nesta quinta-feira (5), que investiga crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar, em Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
SAIBA QUEM SÃO FAMILIARES PRESOS
Conhecida pelo apelido de 'Angeliquinha', a investigada está foragida desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, na capital, e é considerada como criminosa de alta periculosidade. Ela ainda não foi localizada pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, além dela, familiares como o pai, a filha da foragida e o marido, também foram alvos da operação. Eles são apontados como operadores financeiros do grupo, atuando na lavagem de dinheiro adquirido com o tráfico de drogas administrado pela facção criminosa.
Os alvos são investigados por movimentar valores incompatíveis com a renda declarada e por administrar empresas utilizadas para dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal.
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Mandados foram cumpridos em Nova Bandeirantes e Alta Floresta (MT)
Na ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoa jurídica.
Lavagem de dinheiro
A polícia informou que, no período de um ano e sete meses, o grupo teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico e que os valores são incompatíveis com a renda declarada.
O grupo utilizava diversos mecanismos como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.
Outro braço do esquema envolvia a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. O pai da chefe da facção seria o responsável por gerenciar o garimpo, um bar e um prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes.
Chefe de facção
Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pela morte de quatro trabalhadores, em Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá, em 2022.
A ré foi condenada pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, além de integrar uma organização criminosa.
As vítimas foram identificadas como:
Jefferson Vale Paulino, de 27 anos;
Alan Rodrigues Pereira, 36 anos;
João Vitor da Silva, 19 anos;
Caio Paulo da Silva, 31 anos.
Na época, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.