Força Aérea Brasileira começa a usar caças de origem sueca Gripen na defesa da capital federal
24/02/2026
(Foto: Reprodução) FAB começa a usar caças Gripen na defesa da Capital Federal
A Força Aérea Brasileira começou a usar nesta terça-feira (24) os caças de origem sueca Gripen na defesa da capital federal.
Depois de anos de preparação, esta terça-feira (24) foi o dia da estreia. Pela primeira vez, um caça F-39 Gripen – hoje o equipamento mais moderno da Força Aérea Brasileira – foi colocado em alerta de defesa aérea. Isso significa que ele pode ser usado em situações reais e agora é o responsável por fazer a proteção dos céus da capital da República. Vai substituir os antigos F-5, americanos.
“Agora, nós vamos ver a saída da primeira missão oficial de defesa aérea de um caça F-39 Gripen aqui da base de Anápolis. O piloto vai decolar para fazer uma patrulha na região do Planalto Central", conta o repórter Vladimir Netto.
São 150 km até Brasília, em cinco minutos. O caça pode alcançar até 2,4 mil km/h, duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. O Gripen pode também ser reabastecido no ar.
“A aeronave está pronta para decolar sempre que acionada, e a finalidade se junta muito com a missão síntese da nossa força: garantir a soberania do espaço aéreo nacional”, afirma o tenente-coronel André Navarro, comandante da Base Aérea de Anápolis.
Força Aérea Brasileira começa a usar caças de origem sueca Gripen na defesa da capital federal
Jornal Nacional/ Reprodução
O projeto do caça foi desenvolvido a partir de uma parceria com a empresa sueca Saab, que transferiu tecnologia para empresas brasileiras como a Embraer. As discussões sobre como modernizar os caças usados pela FAB começaram na década de 1990. mas o contrato com a Saab só foi assinado em 2014. A escolha levou em conta aspectos políticos e diplomáticos. Outras ofertas — de países como França e Estados Unidos — não previam tanta transferência de tecnologia. A empresa sueca vai entregar 36 aeronaves até 2032, a um custo de cerca de US$ 4 bilhões. Parte delas está sendo montada no Brasil.
Na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, já chegaram dez. O caça é equipado com armas como mísseis e canhão e poderá ser empregado em missões de defesa, reconhecimento e ataque.
"Ele representa realmente uma alta capacidade de emprego operacional. Então, hoje, de fato, o país tem muito mais capacidade de emprego, muito mais prontidão, por conta de um sistema de armas de última geração como nós temos”, afirma o tenente-coronel Gustavo de Oliveira Pascotto, coordenador de Operações Aéreas.
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