Justiça bloqueia 48 imóveis e R$ 500 milhões do PCC por esquema de lavagem de dinheiro ligado à Cracolândia

  • 11/02/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça bloqueia 48 imóveis e R$ 500 milhões do PCC por esquema de lavagem de dinheiro ligado à Cracolândia A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de 48 imóveis no Rio Grande do Sul e de R$ 500 milhões em contas bancárias ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os bens foram adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas na região da Cracolândia, no Centro da capital paulista. A investigação aponta que dinheiro do tráfico foi lavado por meio de empresas de fachada e investido em imóveis no Rio Grande do Sul. Os valores apreendidos poderão ser revertidos ao Estado após decisão definitiva da Justiça (leia mais abaixo). A decisão é resultado de uma investigação iniciada após a operação policial realizada em junho de 2024, que fechou dezenas de hotéis e pensões usados como base para o tráfico de drogas na região central de São Paulo. Ao analisar as contas bancárias de três chefes do tráfico presos na operação, os investigadores identificaram depósitos frequentes em dinheiro vivo, feitos com cédulas de pequeno valor em agências próximas à Cracolândia. Polícia faz ação em hospedagens e hoteis da Cracolândia, no Centro de SP Divulgação/Polícia Civil De acordo com a polícia, o estado das notas — muitas amassadas, rasgadas e com cheiro de droga — indicava que o dinheiro era proveniente da venda de entorpecentes. “Foi observado que parte do dinheiro ingressava em contas bancarias, por meio de agências daquela região através de cédulas de pequeno valor, com cheiro de droga, cédulas amassadas, rasgadas, indicando que eram usadas no tráfico da Cracolândia”, afirmou o delegado Fernando Santiago, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Imóveis e empresas de fachada Segundo a investigação, os valores eram inicialmente depositados em contas de empresas de fachada. Uma delas era a Vemax, que se apresentava como importadora, mas não tinha funcionários nem atividade econômica real. De acordo com a polícia, a empresa estava registrada em nome de um dependente químico em situação de rua, que sequer sabia que constava como empresário. A apuração apontou ainda que a Vemax distribuía os recursos para outras empresas, que voltavam a repassar o dinheiro entre si. A estrutura envolvia mais de dez empresas, criadas exclusivamente para movimentar recursos do tráfico e dificultar o rastreamento pelas autoridades. “Era uma rede de empresas que só transacionavam entre elas mesmas, criadas para movimentar recursos do tráfico de drogas e afastar esses valores da sua origem”, disse o delegado. Com o avanço da investigação, os policiais identificaram que parte do esquema de lavagem foi transferida para o Sul do país. No Rio Grande do Sul, pessoas ligadas ao grupo passaram a receber os valores e investir o dinheiro na compra de imóveis. Foi então que entrou em ação um grupo especial do Ministério Público, criado recentemente para recuperar valores obtidos pelo crime organizado. A apuração revelou que o PCC investiu o dinheiro do tráfico da Cracolândia em imóveis nas cidades de Chuí, Pelotas e Porto Alegre. A Justiça autorizou o bloqueio de 48 imóveis, a maioria registrada em nome de laranjas, com renda incompatível com o valor dos bens. Para o MP, a estratégia tinha como objetivo afastar o patrimônio da cena do crime e criar uma reserva de valor, dificultando futuras apreensões. Bloqueios Além dos imóveis, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em contas bancárias ligadas à organização criminosa. Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, os valores apreendidos poderão ser revertidos ao Estado após decisão definitiva da Justiça. “Esses valores vão ser revertidos para o Estado, para que possam ser utilizados em benefício da sociedade. Primeiro se identifica o esquema fraudulento, depois se rastreiam os bens, para que, no momento certo, a Justiça declare o perdimento e autorize a venda desses bens”, afirmou. De acordo com o Ministério Público, o uso de imóveis é uma forma clássica de integrar dinheiro ilícito à economia formal, além de permitir a estabilização e a perpetuação do patrimônio da organização criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros bens e pessoas envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas na Cracolândia.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/11/justica-bloqueia-48-imoveis-e-r-500-milhoes-do-pcc-por-esquema-de-lavagem-de-dinheiro-ligado-a-cracolandia.ghtml


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