Obra musical de Lucinnha Bastos é declarada patrimônio cultural imaterial do Pará
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Lucinnha Bastos, cantora e compositora paraense
Thiago Gomes / OLiberal
A obra musical de Lucinnha Bastos virou patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará.
A Lei 11.307 foi sancionada pelo governador Helder Barbalho em 6 de janeiro e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 36.489 desta quarta-feira (7), reconhecendo a produção da artista.
Ao g1, a cantora diz que está agradecida pelo "presente". "Não conseguiria sem tantas pessoas que me apoiaram desde que comecei aos 7 anos, a cadeia produtiva da música é muito grande, são tantos parceiros. Essa obra não é só minha, são músicas que gravei que não são só minhas, mas de uma grande equipe".
"A minha família foi o meu primeiríssimo apoio. Acho que quando nasci e chorei, meu pai já disse 'vamos lá'. Então estou muito feliz pelo reconhecimento em vida, que é muito bacana, todos nós queremos isso".
Nascida em Belém em 1967, filha do fundador da Banda Sayonara, Luciano Bastos, Lucinnha começou na música aos sete anos, cantando em bailes de carnaval. Ao longo de quase 50 anos de carreira, lançou compacto duplo, três LPs, três CDs ao vivo e participou de 14 discos de outros artistas, incluindo parcerias com Fafá de Belém, Leila Pinheiro e Waldemar Henrique.
Entre os destaques da trajetória na música paraense estão o projeto Trilogia “A força que vem das ruas” (2004), com Mahrco Monteiro e Nilson Chaves; o CD “Waldemar Seresteiro” (2005) em homenagem ao centenário do maestro; e o DVD “Minha Aldeia” (2007), marcando 40 anos de vida. Entre sucessos, canções como “Pauapixuna”, “Chamegoso”, “Flôr do Grão-Pará” e “Bom Dia Belém” capturam a essência paraense.
O status de patrimônio imaterial protege a obra como referência à identidade paraense, abrindo portas para registros oficiais e políticas de salvaguarda pela Fundação Cultural do Pará (FCP) e Secretaria de Cultura (Secult).
Lucinnha, que se apresentou em palcos como Free Jazz Festival e representou o Pará na França (2005), segue ativa com shows como “Canta Amazônia Acústico” e singles recentes como “Passe Bem” (2025).
Para 2026, Lucinnha conta que os "planos é continuar cantanto muito a Amazônia, com os compositores paraenses que moram no coração".
"Agradeço também aos fãs que me seguem, desde os que compravam os vinis até agora nas plataformas digitais, que a gente continue fazendo música, que as pessoas lá fora continuem vindo e ficando apaixonados pelo nosso som e nossa diversidade cultural".
Outros patrimônios declarados em 2026
Na mesma edição do DOE, o governo declarou patrimônio imaterial o ritmo da lambada e o búfalo Carabao, além de reconhecer o grupo Canto de Várzea como patrimônio material e imaterial. São ações que reforçam a preservação da memória paraense no início de 2026.
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