Passagens aéreas sobem quase 20% em março, diz Anac

  • 24/04/2026
(Foto: Reprodução)
Movimentação intensa de passageiros no Aeroporto de Congonhas RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Os preços das passagens aéreas subiram 19,4% em março em relação ao mesmo período de 2025, informou nesta sexta-feira (24) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 🔎 O indicador utilizado pela agência é o valor médio pago por quilômetro voado (yield), que ficou em R$ 0,5549 no mês. Ele mede o preço efetivamente cobrado pelas companhias aéreas por distância percorrida e permite uma leitura mais precisa das tarifas no setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A alta ocorre em meio à disparada do preço do petróleo, após a escalada do conflito no Oriente Médio. O barril do tipo Brent acumula alta de cerca de 45% no período. Isso impacta derivados como o querosene de aviação (QAV), usado pelo setor aéreo. Apesar do aumento, a agência afirmou que a variação está dentro da margem típica do setor e ocorre “mesmo com o contexto atual de conflitos externos". Segundo a Anac, a tarifa real média em março foi de R$ 707,16, alta de 17,8% em relação a março de 2025 e de 0,9% frente a março de 2024, já em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A tarifa real média vem em processo de queda desde 2023", afirmou a agência. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Preocupação do setor No início deste mês, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV), aplicado em abril, poderia gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens. Segundo a entidade, a alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, fez com que o combustível passasse a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%. "A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", disse, em nota, a Abear. A declaração ocorreu poucas horas após a confirmação de que a Petrobras elevou, em abril, o preço médio de venda do querosene de aviação às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato. Aviação cresce em março A movimentação da aviação civil brasileira também cresceu no mês. Foram 10,6 milhões de passageiros transportados, somando voos domésticos e internacionais, no maior volume já registrado para o período. Do total, 8 milhões de passageiros viajaram em rotas domésticas e 2,6 milhões em voos internacionais. No comparativo anual, o número total de passageiros cresceu 3,1% em relação a março de 2025. O avanço foi puxado principalmente pelo mercado internacional, que teve alta de 8,9%, enquanto o segmento doméstico avançou 1,3%. Os dados fazem parte do relatório de demanda e oferta da Anac, atualizado com a série histórica até março de 2026. A agência também registrou crescimento na demanda e na oferta de voos. A demanda, medida pelo total de passageiros multiplicado pela distância percorrida, aumentou 7,8% no mercado doméstico. Já a oferta — calculada pelo número de assentos disponíveis em relação aos quilômetros voados — teve alta de 7,9%. Já no segmento internacional, a demanda subiu 3,3% e a oferta avançou 0,4%. No transporte de cargas, foram movimentadas 117,5 mil toneladas no total, uma leve queda de 0,3% na comparação anual.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/24/precos-passagens-aereas-marco.ghtml


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