Pedro DaLua completa 40 dias como prefeito interino de Macapá; confira os principais pontos da gestão
14/04/2026
(Foto: Reprodução) Pedro da Lua assume prefeitura de Macapá após afastamento de Dr. Furlan e Mário Neto
O prefeito interino de Macapá, Pedro DaLua (União Brasil), completa 40 dias no cargo nesta terça-feira (14). Em discurso na Câmara Municipal, o gestor afirma que enfrentou dificuldades no transporte coletivo, na coleta de lixo, em obras paradas e falta de medicamentos em postos de saúde.
🔎 Ele assumiu a prefeitura depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou Dr. Furlan (PSD) e o vice, em meio a uma investigação sobre suspeitas de fraude e desvio de recursos da saúde.
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Ao g1, o prefeito disse que trabalha "para que a população tenha os serviços essenciais garantidos" durante o período interino.
"É importante mostrar para a sociedade como nós encontramos a prefeitura, o que nós estamos fazendo e, nesses próximos dias, o que nós queremos fazer para garantir à população o menor impacto possível em relação à instabilidade política", afirmou.
Prefeito interino de Macapá, Pedro DaLua (União), em discurso na Câmara Municipal.
Crystofher Andrade/g1
Confira os principais pontos da gestão interina de Pedro DaLua:
Zeladoria urbana
A coleta de lixo estava irregular desde setembro de 2025, o que preocupava moradores, principalmente durante o período de chuvas. DaLua afirma que o serviço foi normalizado e que houve reforço na limpeza de conjuntos habitacionais.
Segundo ele, os atrasos ocorreram por falta de pagamento à empresa responsável e pela redução da frota de caminhões em manutenção.
"É difícil resolver algo que se arrasta há meses. Demos um ultimato à empresa. Não quero tirar ninguém, podemos até renovar o contrato, mas precisamos de respostas", disse.
Moradores de vários bairros de Macapá reclamam de irregularidade da coleta de lixo
Saúde
DaLua apontou falta de estrutura e de medicamentos em postos de saúde. Segundo ele, o abastecimento está em processo de regularização.
"A gestão passada deixou as unidades sem estrutura e com material totalmente deteriorado. O apoio logístico não existe na área da saúde. É importante dizer como encontramos a área da saúde para apontarmos soluções", afirmou.
O prefeito também disse que encontrou pendências administrativas e financeiras em obras da gestão anterior. O hospital municipal, alvo de operação da Polícia Federal em setembro de 2025, segue em construção.
O g1 procurou o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD) para comentar o assunto, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Transporte público
Ao assumir, DaLua enfrentou risco de paralisação do transporte coletivo por falta de repasse de recursos. A empresa responsável alegou dificuldades financeiras. O prefeito disse que avalia abrir novo chamamento público para contratar outra prestadora.
"A empresa alega um passivo de quase R$ 15 milhões. A gente não pode arcar com todo esse valor. Sobre novos ônibus, nossa esperança era que a empresa trouxesse, mas, do jeito que está, ela não consegue", afirmou.
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Infraestrutura
Obras em escolas e unidades de saúde foram retomadas. No asfaltamento, a prefeitura informou que emitiu ordens de serviço, mas que, por causa das chuvas, as ações estão focadas em tapa-buracos.
A gestão também realiza manutenção viária e serviços considerados prioritários na infraestrutura urbana.
Afastamento
Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), e o vice, durante investigação da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude e desvio de recursos da saúde.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria manipulado licitações para obter vantagens em contratos milionários. Há suspeita de que parte dos recursos destinados às obras foi desviada e lavada por meio de movimentações financeiras irregulares.
Um dos principais alvos é a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, com orçamento de cerca de R$ 70 milhões. A operação investiga se o projeto foi usado para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.
Após o afastamento, Furlan renunciou ao mandato em ofício enviado à Câmara Municipal. No documento, disse que a decisão atende exigência legal para disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026.
Prefeito de Macapá, alvo de operação da PF, é afastado do cargo
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