PF abre inquérito para investigar caso de influenciadores pagos para atacar BC após liquidação do Master

  • 28/01/2026
(Foto: Reprodução)
PF abre inquérito para investigar caso de influenciadores e Banco Master A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar denúncias de influenciadores que alegam ter sido procurados para gravar conteúdos com críticas ao Banco Central (BC), após a instituição decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A decisão do BC ocorreu em novembro do ano passado, após a PF realizar uma operação contra Vorcaro e outros integrantes da diretoria do Master, acusados de fraudes financeiras. Nesta semana, a Justiça começou a ouvir os depoimentos dos investigados no caso. A abertura do inquérito foi autorizada pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. A PF fez uma análise preliminar das postagens e identificou possíveis crimes e pediu ao Supremo autorização para investigar. A ideia é apurar uma ação orquestrada contra o BC. Produtores de conteúdo alegam que foram procurados para difundir a mensagem de que a liquidação teria sido "precipitada". A informação foi divulgada pelo blog da Andréia Sadi, no g1, no início deste mês. A ideia era compartilhar vídeos que reverberassem a posição da Corte e colocassem em xeque a ação do Banco Central. LEIA TAMBÉM: Caso Master: influencer revela contrato de três meses e cachê de R$ 7,8 mil por post inicial com críticas ao BC Influenciador de direita relata proposta para defender o Banco Master e difamar o BC; banco de Vorcaro diz não ter informações Caso Master: PF começa a ouvir depoimentos em inquérito sobre compra do banco pelo BRB PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução O caso foi revelado após os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelarem ter recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais narrativas a favor do Master. Influenciadores com quem o g1 conversou revelam propostas similares, de três meses de duração para uma série de postagens, oito por mês. Eles foram abordados em dezembro. A GloboNews identificou, no mesmo período, publicações com teor semelhante por parte de outros influenciadores que, somados, têm mais de 36 milhões de seguidores somente no Instagram. O objetivo da PF também é identificar se eles foram pagos para isso e se agiram de forma coordenada.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/28/pf-abre-inquerito-para-investigar-caso-de-influenciadores-pagos-para-atacar-bc-e-defender-banco-master.ghtml


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