Professor de música se passava por membro de facção para obrigar ex-companheira a abusar sexualmente dos filhos em MT
22/04/2026
(Foto: Reprodução) O professor de música de 38 anos, preso na última semana por suspeita de coagir a ex-companheira a praticar e filmar atos de exploração sexual contra os próprios filhos, utilizava um número de telefone falso e se passava por um membro de facção criminosa chamado 'Galego' em Campo Verde.
Segundo o Major Santos Silva, responsável pela ocorrência, as investigações apontam que as crianças eram forçadas a realizar atos abusivos entre si, além de serem filmadas sofrendo abusos cometidos pela própria mãe. Segundo ele, o suspeito se dizia 'primo da facção' como um disfarce para convencer a ex-companheira a cumprir as ameaças.
A Polícia Civil teve acesso ao celular da vítima e encontrou registros que confirmam os crimes. De acordo com o major, outras pessoas tinham conhecimento dos abusos.
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Diante das provas, a investigação resultou na prisão do professor e também da mulher, que passou a ser investigada por participação no caso.
Segundo a Polícia Civil, outras vítimas podem surgir, já que o suspeito trabalhou em instituições nos municípios de Jaciara e Nova Brasilândia.
Entenda o caso
O homem foi preso em flagrante na última quarta-feira (15), após ser encontrado com uma adolescente de 14 anos, que estava desaparecida em Jaciara, a 146 km da capital. Segundo a investigação, ele mantinha um relacionamento com a jovem desde quando ela tinha 13 anos. Ainda conforme a polícia, a adolescente estava desaparecida desde dezembro de 2025, quando o professor saiu de Jaciara com ela sem autorização da família.
Com o avanço das investigações, foi confirmado que o suspeito enviava mensagens e imagens à ex-companheira e exigia a produção de vídeos de abuso e exploração sexual infantil, além de outras práticas envolvendo a mulher e as crianças. De acordo com a apuração, as ameaças também incluíam a exigência de que ela permitisse que o ex-companheiro abusasse da filha e registrasse os crimes em vídeo.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gabriel Conrado, na casa do professor foram apreendidos medicamentos para disfunção erétil, três celulares e dois computadores. Os materiais foram encaminhados para perícia e devem ajudar no andamento das investigações.
Delegacia Campo Verde
PJC