Três brasileiros são presos por tráfico de cerca de 50 paraguaios próximo ao Paraná para trabalho análogo à escravidão
17/03/2026
(Foto: Reprodução) Três brasileiros são presos por tráfico de paraguaios perto do PR
Três brasileiros foram presos suspeitos de traficar cerca de 50 paraguaios para trabalho análogo à escravidão no Brasil. Outros dois paraguaios também foram detidos.
O grupo foi interceptado durante a madrugada de segunda-feira (16), quando tentava cruzar a fronteira com o Brasil, em Ypejhú, cidade que fica a cerca de 200 quilômetros do Paraná.
Segundo o Ministério Público do Paraguai, os suspeitos aliciavam as vítimas com promessas de trabalho na colheita de maçãs, com pagamento em reais. No entanto, a investigação aponta que o objetivo era submetê-las a trabalho forçado e condições de servidão.
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Os presos foram identificados como Nitor Oliveira Hoffmann, apontado como motorista, Antonio Marcos de Souza e Bernardo Cardoso, indicado como responsável pelo grupo. Eles permanecem detidos.
O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos.
cinco pessoas são presas por tráfico de pessoas
Polícia Nacional
Segundo o Departamento Contra o Tráfico de Pessoas, a investigação começou após ações de inteligência e monitoramento realizadas pela polícia paraguaia, que acompanhou o deslocamento do grupo desde o interior do país até a fronteira.
De acordo com a apuração, os suspeitos organizaram o recrutamento por meio de grupos no WhatsApp e chegaram a reunir parte das vítimas em uma casa alugada em Doctor Eulogio Estigarribia, no departamento de Caaguazú.
As vítimas relataram que tinham documentos e aparelhos retirados pelos suspeitos.
Depois, o grupo foi transportado de ônibus até a região de fronteira, passando por diferentes cidades e incluindo novas vítimas no trajeto - entre elas, pessoas de comunidades indígenas.
Vítimas eram transportadas em ônibus
Polícia Nacional
Durante a ação, policiais apreenderam celulares e outros materiais que devem ajudar nas investigações.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva dos envolvidos, que podem responder por tráfico de pessoas.
Entenda como denunciar trabalho análogo à escravidão
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